Na segunda-feira, levou a mãe ao hospital.
Havia um mutirão de cirurgias.
Na terça, passou diante da escola do bairro.
Estavam trocando o telhado e pintando os muros.
Na quarta, encontrou máquinas na estrada que durante meses conhecera pelos buracos.
Na quinta, viu a fotografia de uma ambulância nova sendo entregue.
Na sexta, soube que outro município recebera recursos para reformar o hospital.
Na semana seguinte, havia asfalto.
Depois veio uma ponte.
Equipamentos.
Veículos.
Anúncios.
Entregas.
Ele gostou.
Claro que gostou.
A mãe precisava da cirurgia.
A escola precisava do telhado.
A estrada precisava ser consertada.
A ambulância fazia falta.
O estranho não era aquilo estar sendo feito.
Um dia, olhando tantas coisas acontecendo quase ao mesmo tempo, ele fez uma conta simples.
Olhou o calendário.
Faltavam poucos meses para a eleição.
E então lhe ocorreu uma pergunta que nunca havia feito:
Por que agora?


Quando o investimento vai beneficiar a população mas de certa forma, a ele próprio.
Porque agora é útil a quem nunca precisou superar tantos obstáculos na vida.
A mais pura realidade!!!!!